Questão de Semântica — AMEOSC · 2025

PortuguêsSemânticaFiguras de linguagemAMEOSC2025Pref. Mondaí-SCMédia
O texto seguinte servirá de base para responder à questão. Até tu, chaveirinho? O chaveiro, muitas vezes ignorado, revela segredos sobre quem o carrega. Vai além de um simples enfeite: pode ser espelho da personalidade. Há quem escolha símbolos místicos como olho grego ou pimenta, denunciando uma alma supersticiosa; outros exibem logotipos da empresa, revelando total entrega ao trabalho. Já os apaixonados por futebol ostentam seus times com orgulho, quase sempre por meio de presentes que reforçam sua identidade torcedora. Alguns preferem a praticidade: chaveiros multifuncionais com canivete, saca-rolhas e até abridor de lata, como se estivessem sempre prontos para consertar o mundo. Há os nostálgicos, que carregam lembranças de viagens marcantes ou personagens da infância. Outros escolhem os religiosos, símbolo de fé e superação. E há ainda os românticos, que usam palavras como "gratidão" ou "te amo", espalhando afetos silenciosos no dia a dia. Mas o cotidiano foi capturado pelo luxo. O chaveiro saiu do bolso e virou grife. Um exemplo é o LaBubu — bonequinhos de Hong Kong vendidos em caixas-surpresa, que chegam a custar R$ 900. Inspirados no folclore nórdico, seus olhos grandes e sorriso travesso encantaram o mundo, mas também chamaram atenção de ladrões. O que era para exibir virou peça escondida, símbolo do consumismo contraditório. Diante disso, prefiro a simplicidade do meu chaveiro escrito "Cê é fí di quem?". Nenhum ladrão vai querer. É barato, é meu, é sincero. Não ostenta, mas identifica. Sou filho eterno da humildade — e o meu chaveiro, ainda que modesto, diz mais sobre mim do que qualquer luxo importado. Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/6/6/ate-tu-c haveirinho A partir da leitura do texto de Fabrício Carpinejar sobre o chaveiro como reflexo da personalidade, assinale a alternativa que apresenta a interpretação mais precisa, considerando as ideias principais, secundárias e inferências possíveis.
  1. AO texto apresenta uma crítica indireta à tecnologia e ao consumismo digital, sugerindo que o chaveiro analógico representa resistência nostálgica a um mundo automatizado.
  2. BA crônica utiliza a figura do chaveiro como recurso satírico para denunciar a futilidade do luxo moderno e criticar diretamente os que exibem objetos importados.
  3. CO texto defende que a utilidade prática do chaveiro foi substituída por uma função estética e ostentatória, tornando-o peça dispensável no cotidiano contemporâneo.
  4. DO autor explora o chaveiro como metáfora da identidade individual e coletiva, revelando traços de comportamento, afeto, memória, consumo e contradições sociais.

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