Sandro convence Carolina, Patrícia e Hugo, mediante o pagamento de R$ 100,00 (cem reais) por pessoa, a saírem da cidade
onde moram, no Mato Grosso, para irem trabalhar como empregadas em uma fábrica localizada no interior do Amazonas. Lá
chegando, os três são admitidos para exercer as mesmas tarefas, na fábrica mencionada por Sandro (sendo este, descobrem as
trabalhadoras quando começam a desempenhar as suas atividades, o proprietário da fábrica).
Dizendo-se também proprietário do Armazém do Trabalhador, no primeiro dia de trabalho dos três empregados, Sandro diz que,
“ seria melhor para eles fazerem suas compras na minha venda ” e “ que isso deixaria o chefe muito feli z”. Apesar de o Armazém
praticar preços mais elevados e ser razoavelmente mais distante que outros estabelecimentos assemelhados, sentindo seus
empregos ameaçados, Carolina e Patrícia passam a fazer as compras naquele estabelecimento, o que acaba por lhes
comprometer substancialmente a renda mensal fruto do salário recebido.
Patrícia e Hugo se filiam ao sindicato que representa os interesses da categoria profissional que integram, começam a participar
das atividades e se tornam dirigentes da entidade. Sistematicamente, Sandro se recusa a liberar os dirigentes para participação
nas reuniões do sindicato (inclusive uma que iria deliberar acerca de paralisação das atividades em sua fábrica), mesmo tendo
Patrícia e Hugo sempre se comprometido a compensar no dia seguinte as horas que deixassem de trabalhar. Na frente de
testemunhas, Sandro afirma para ambos: “ se vocês saírem antes serão descontados. Se repetirem, serão suspensos e se isso
continuar vão ser dispensados por justa causa. A menos que tenham emprego aqui, vão acabar tendo que voltar lá para o Mato
Grosso. Vocês que sabem ... Aliás, vocês são uns vagabundos de merda mesmo .” No entanto, nenhum dos empregados teve o
seu contrato de trabalho extinto.
Admitindo que tudo o narrado seja verdade e esteja comprovado, e com base no Código Penal, em relação aos crimes contra a
organização do trabalho, Sandro praticou ao menos:
AAtentado contra a liberdade de associação, Frustração de direito assegurado por lei trabalhista e injúria.
BAtentado contra a liberdade de associação e injúria.
CFrustração de direito assegurado por lei trabalhista e Aliciamento de trabalhadores de um local para o outro do território
nacional.
DAliciamento de trabalhadores de um local para o outro do território nacional.
EAtentando contra a liberdade de associação.
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