Questão de Semântica — OBJETIVA · 2025

PortuguêsSemânticaFiguras de linguagemOBJETIVA2025Pref. São José Ouro-RSMédia
Clube do grito: berrar alto é tendência anti-stress     De Londres a Chicago, um novo tipo de clube social começa a se espalhar pelo mundo. São os chamados "scream clubs" ou "clubes do grito", em português. O nome é literal: um grupo de pessoas que se reúne para gritar. O roteiro é simples : alguém marca o ponto de encontro (geralmente um lugar público, como parques), reúne a turma, conta até três e, por alguns segundos, todo mundo grita junto. Depois, risadas, abraços e, segundo relatos, uma sensação de descompressão total.     A tendência começou a aparecer no pós-pandemia, mas o boom recente ganhou força a partir de junho deste ano, em Chicago, com o registro da marca "Scream Club" por Manny Hernandez, um coach de respiração, e sua sócia, Elena Soboleva, especialista em branding pessoal. O horário garante um bom início de semana: sempre aos domingos, 19h.     A tendência viajou na velocidade do som (desculpe, não resisti à metáfora): os clubes já estão em outras cidades dos Estados Unidos, como Atlanta, Palm Beach, Austin, Seattle, Detroit, Denver e Nova York, e alçaram voo internacional para a Europa, em cidades como Londres e Lisboa. No Brasil, a moda parece não ter chegado, mas é questão de tempo.     Pesquisas recentes em psicologia e neurociência social mostram que atividades sincronizadas e intensas, como cantar, dançar ou mover-se junto, elevam o limiar de dor e o humor, indicativos de liberação de endorfinas. Em linguagem sociológica, é a "efervescência coletiva" de Durkheim, francês considerado o pai da sociologia: emoções compartilhadas que se amplificam e produzem coesão. O grito, portanto, quando ritualizado, opera nessa fronteira entre o físico e o simbólico: é descarga, mas também encontro. É o mesmo princípio que explica a vibração coletiva de uma torcida de futebol, de uma pista de dança ou de vozes em coro na plateia de um show.     E, convenhamos, depois de tudo o que atravessamos nos últimos anos, talvez o estranho seja quem ainda consegue ficar calado. Na panela de pressão que estamos vivendo, às vezes dá mesmo vontade de explodir — mesmo que com hora marcada.     Fonte: Maria Prata, colunista Universa Uol. Adaptado. Considerando as informações apresentadas no texto, assinalar a alternativa INCORRETA.
  1. AOs clubes do grito são um tipo de clube social em que as pessoas se reúnem para gritar. Viraram tendência nos Estados Unidos e em cidades da Europa, embora ainda não tenham se popularizado no Brasil.
  2. BO texto relaciona o fenômeno dos clubes do grito a estudos de psicologia e neurociência social que apontam que atividades sincronizadas e intensas, como cantar ou dançar em grupo, estimulam a liberação de endorfinas.
  3. CA prática dos clubes do grito funciona em ambientes internos e controlados, porque o impacto do grito depende da acústica e do isolamento local. Quanto mais privado o ambiente, maior o impacto nos participantes, provocando sensação de descompressão e alívio.
  4. DAo final do texto, a autora sugere que é natural sentir vontade de liberar emoções intensas diante das tensões e dificuldades.

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