A pressão pela obtenção da alforria era mais freqüente entre os escravos crioulos negociados no
tráfico interno do que entre os cativos recém-chegados da África, porque os
Aescravos crioulos tinham concepções preestabelecidas do que era castigo justo ou injusto, dos
ritmos de trabalho aceitáveis ou não aceitáveis, das condições que deveriam dar acesso ao pecúlio
e à alforria, que podiam ser distintas das encontradas nas fazendas de café do Sudeste.
Bafricanos recém-chegados tinham outra noção de liberdade e, para eles, a alforria era um
mecanismo não muito seguro em relação à vontade do senhor, dada a ausência de leis para
amparar o cativo recém-chegado da África.
Ccrioulos não acreditavam na possibilidade de alforria, sobretudo por não conhecerem o jogo político
estabelecido na relação entre o Estado brasileiro e os cafeicultores, após a Lei dos Sexagenários.
Dcativos com maiores recursos comunitários obtinham com mais facilidade a alforria, por serem
temidos pela violência com que conseguiam abrir frestas na ordem escravocrata, especialmente nas
fazendas de café do vale do Paraíba.
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