Texto CG1A1
Duas ideias recentes que considerei fantásticas
fizeram-me refletir sobre o conceito de sustentabilidade.
A primeira foi de uma entrevista com Don Tapscott, um dos mais
respeitados estudiosos do impacto das tecnologias nas empresas e
na sociedade, autor e coautor de 14 livros. Na entrevista, ele
afirma que a Internet não muda o que aprendemos, mas o modo
como aprendemos — e o impacto dessa revolução terá a mesma
intensidade que a invenção dos tipos móveis de Gutenberg: “Não
vivemos na era da informação. Estamos na era da colaboração.
A era da inteligência conectada”.
A segunda ideia é da empresária americana Lisa Ganski,
fundadora de várias empresas na Internet. Em sua ousada teoria,
ela defende que o futuro dos negócios é o compartilhamento de
produtos e serviços. Segundo sua tese, as pessoas não vão mais
possuir coisas, vão apenas ter acesso a elas. Para que comprar um
carro, gastar com seguro e manutenção se você pode alugar o do
vizinho? Para que investir em roupas caras para o seu bebê (que
espicha rápido) se você pode trocar peças com mamães de filhos
já grandinhos? Lisa aposta que, com a ajuda das mídias sociais e
da tecnologia, pessoas, serviços e empresas vão encontrar-se com
mais facilidade para trocar ou compartilhar.
A ideia do consumo compartilhado dirige-se aos bens de
consumo de maior ociosidade. Por exemplo, nos Estados Unidos
da América, a média de utilização de um automóvel é de 8%.
Os 92% restantes são de ociosidade nos estacionamentos. Então,
por que não alugar o carro em vez de comprar? Ganski sugere
que sejam, cada vez mais, criados sistemas de locação para
alguns bens de consumo de maior ociosidade.
Na produção compartilhada, além da redução dos custos
de produção por menores encargos trabalhistas, maior eficiência
da mão de obra e menor consumo de energia, há em tese uma
redução dos impactos ambientais pela redução de resíduos e
dispersão destes em áreas distantes umas das outras. Logicamente
há também uma maior geração de empregos e melhor
distribuição de renda.
Segundo esses pensadores, esta pode ser uma nova opção
para o empresariado e para a sociedade segundo o moderno
conceito de sustentabilidade. O meio ambiente agradece.
Raimundo Nonato Brabo Alves.
Compartilhar a produção e o consumo de bens em busca da sustentabilidade.
In: Crônicas ambientais ecos da floresta. Brasília, DF: Embrapa, 2015. p. 62-64 (com adaptações).
Em relação ao texto CG1A1, aos seus sentidos e à organização de suas ideias, julgue o item a seguir.
No penúltimo período do terceiro parágrafo, o vocábulo
“Então” introduz uma conclusão em relação à ideia de
consumo compartilhado.
CCerto
EErrado
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