Questão de Geografia do Brasil — CESPE / CEBRASPE · 2009

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À máquina o século XIX conferiu todo o poder transformador e produtor da abundância. Máquinas, multidões, cidades: o persistente trinômio do progresso, do fascínio e do medo. O estranhamento do ser humano em meio ao mundo em que vive, a sensação de ter sua vida organizada em obediência a um imperativo exterior e transcendente a ele mesmo, embora por ele produzido. A representação do tempo regido pela natureza perde-se e, junto com ela, a medida do tempo relacionada às tarefas cíclicas e rotineiras do trabalho. Perda que implica a imposição de uma nova concepção de tempo: abstrato, linear, uniformemente dividido a partir de uma convenção entre os homens, medida de valor relacionada à atividade do comerciante e às longas distâncias. Tempo a ser produtivamente aplicado, que se define como tempo do patrão — tempo do trabalho, cuja representação aparece como uma imposição de uma instância captada pelo intelecto, porém presa a uma lógica própria, exterior ao homem, que o subjuga. Delineia-se uma primeira exterioridade substantivada no relógio, concomitantemente artefato e mercadoria. Maria Stella Martins Bresciani. Metrópoles : as faces do monstro urbano ( as cidades no século XIX ). In: Revista Brasileira de História . São Paulo: ANPUH, v. 5, n.º 8/9, 1985, p. 37-38 (com adaptações). Tendo como referência inicial o texto acima, julgue o item. Do período retratado no texto até os dias atuais, o crescimento da economia, beneficiado pela inovação e pelo avanço científico e tecnológico, foi acompanhado da concentração e da centralização de capitais.
  1. CCerto
  2. EErrado

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