Disponível em: <https://gauchazh.clicrbs.com.br/opiniao/noticia/
2020/07/gilmar-fraga-distancia-ckcpgpnpo006g014741kpfme5.
html>. Acesso em: 7 mar. 2025.
A partir dos recursos expressivos na fala da mãe (“E a aula,
meu filho?!!”) e do garoto (“Nem sinal!”), é possível observar
diferentes estratégias linguísticas que visam enfatizar a
mensagem e reforçar o sentido pretendido pelo autor da charge.
A partir da análise das falas na charge, a alternativa que
descreve adequadamente o papel dos modificadores
linguísticos empregados, relacionando-os ao contexto de
discurso presente na ilustração, é.
AO vocativo “meu filho” atua como um elemento
desnecessário, pois não altera significativamente o sentido
da pergunta; no enunciado “Nem sinal!”, a ausência de
sujeito indica apenas informalidade, sem produzir ênfase
ou expressividade.
BA interjeição “E a aula” e o vocativo “meu filho” estabelecem
uma estrutura exclamativa que reforça a impaciência da
mãe; no enunciado “Nem sinal!”, a omissão do verbo e do
complemento criam um efeito de urgência, ressaltando a
frustração do garoto com a falta de conexão.
CO vocativo “meu filho” funciona como artigo anteposto ao
núcleo do sintagma, modificando gramaticalmente o sujeito
da ação; em “Nem sinal!”, a negação é acompanhada de
advérbio que indica modo de ausência total de internet.
DO emprego de “meu filho” após “E a aula” tem valor
adjetivo, pois qualifica a expressão “aula” ao direcioná-la ao garoto; já a forma lacônica “Nem sinal!” cumpre
unicamente o papel de um conectivo adversativo.
EA expressão “E a aula, meu filho?!!” revela o uso de um
vocativo que reforça a relação familiar e a cobrança direta;
simultaneamente, “Nem sinal!” mostra um enunciado
abreviado, sem verbo, que intensifica o tom de frustração
do personagem ao não conseguir se conectar.
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