O emprego do sensoriamento remoto nas pesquisas e trabalhos técnicos de geógrafos ganhou impulso considerável nas últimas décadas, nas mais diversas especialidades, a exemplo da geografia urbana (na atualização de plantas cadastrais), dos estudos agrários (uso da terra em propriedades rurais), da geomorfologia (modelos digitais de elevação para geração de dados morfométricos), da climatologia (mapeamentos termais, monitoramento da dinâmica atmosférica), entre inúmeras outras aplicações. Contudo, registram-se também certos problemas, muitos deles relacionados ao conhecimento apenas superficial dos produtos que são empregados nesses trabalhos. Dentre os erros mais comuns, pode-se apontar
Ao cálculo de áreas de polígonos oriundos de imagens classificadas em sistemas de informações geográficas, que desconsidera o fato de que a resolução das imagens é incompatível com escalas cartográficas em meio digital.
Ba aplicação de algoritmos para correção geométrica das imagens, como os modelos polinomiais, que modificam os valores de reflectância registrados nos pixels e, com isso, distorcem as informações presentes nas imagens.
Ca inadequação do sensor utilizado em relação à temática que é abordada, como o emprego de imagens de baixa resolução espacial em pesquisas sobre cobertura vegetal de áreas diminutas, como ambientes urbanos.
Da averiguação dos resultados obtidos com a interpretação visual ou automática das imagens com base em investigações de campo, que desconsidera o nível de eficácia existente nos produtos de sensoriamento remoto.
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