Questão de Regência — IDECAN · 2025

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Texto para a questão. TECNOFEUDALISMO     No livro “Sobre a China”, Henry Kissinger elogia Mao Tsé-Tung por ter ordenado seu exército a se manter “comedido e probo” em antiga guerra da China contra a Índia. A vitória sobre posições indianas gerou nova fronteira. Mao determinou a volta ao limite anterior e a devolução dos armamentos pesados retidos. A China usou a força não para conquistar territórios, senão “para obrigar a Índia a voltar à mesa de negociações”. A China de hoje faria o mesmo? E Putin? E Trump? A mídia nos diz que este deseja tomar a Groenlândia, o Canadá e capturar Gaza. E, sem garantir a proteção aos ataques russos, exigiu da Ucrânia US$ 500 bilhões em terras com minerais raros e 50% da renda gerada pela exploração desses recursos.     Em 2001, o consultor internacional Kenichi Ohmae lançou o livro “O Continente Invisível”. Nele destacou a descoberta e a colonização dos continentes e o advento da internet, “o continente invisível”, que, em seu dizer, seria colonizado, porém, com futuro imprevisível. Após 24 anos, Bolívar Torres, no “O Globo”, comenta o compêndio “Tecnofeudalismo”, de Yanis Varoufakis, ex-ministro das Finanças da Grécia, a ser lançado no Brasil em abril, em que o autor compara as big techs a senhores feudais e defende que o capitalismo morreu e foi substituído por algo pior.     Varoufakis afirma que os mercados teriam sido trocados “por plataformas de comércio digital que, na prática, operam como os antigos feudos. Os usuários digitais se tornariam ‘servos’, enquanto os detentores do capital tradicional [...] se limitariam ao papel de ‘vassalos’. E o lucro, motor do capitalismo, teria sido substituído por seu antecessor feudal: a renda. [...] Os usuários não são clientes no sentido clássico, mas servos que geram dados e precisam dessas plataformas para acessar informações, trabalho e serviços essenciais”. Para Arthur Bezerra, também citado por Torres, a influência das big techs sobre Trump leva muitos a achar que Elon Musk é o “verdadeiro” chefe de Estado dos EUA. Será o tecnofeudalismo uma das respostas às indagações de Kenichi Ohmae sobre o continente invisível? O futuro dirá. Tales M. de Sá Cavalcante A regência verbal trata-se da relação de subordinação entre um verbo e um termo regido ou ainda da independência sintático-semântica de um verbo em relação ao processo de complementação. Partindo desse pressuposto, assinale a alternativa em que se descreve corretamente esse processo linguístico, tendo por base o verbo ressaltado no trecho “A mídia nos diz que este deseja tomar a Groenlândia, o Canadá e capturar Gaza.”
  1. ARegência transitiva indireta, porque, sendo o verbo dizer transitivo, seu complemento é introduzido por um elemento preposicionado (que) , o qual liga o verbo realçado ao seu objeto indireto, a oração que o sucede.
  2. BRegência transitiva direta, pois o verbo dizer , nesse contexto, é complementado por um objeto direto, a oração subsequente a ele.
  3. CRegência transitiva direta, uma vez que o verbo dizer é transitivo e não exige o auxílio de uma preposição para complementá-lo; sendo, dessa forma, o elemento sintático nos seu objeto direto.
  4. DRegência intransitiva, em que o verbo dizer possui autonomia sintático-semântica, sendo, portanto, a oração posposta a ele apenas um elemento circunstancial e acessório.
  5. ERegência bitransitiva, em que o pronome oblíquo nos desempenha a função sintática de objeto indireto do verbo dizer , e a oração subsequente ao verbo ressaltado tem função de objeto direto.

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