Mal o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou as mudanças
nas políticas de moderação de suas plataformas, muitos
educadores, comunicadores e jornalistas presentes nos
diferentes grupos dos quais faço parte começaram a
questionar a eficácia da Educação Midiática. O que podemos
diante de um Musk e um Zuckerberg? De que adianta educar
para a checagem de notícias se agora “abriram-se as
porteiras” e nenhum de nós vai dar conta de distinguir o que é
verdadeiro ou falso, de remover conteúdos agressivos,
preconceituosos, de construir referenciais seguros para
obtermos informações íntegras e confiáveis? É enxugar gelo,
nadar contra a corrente, melhor a gente se preparar para viver
no caos, diziam alguns, já ameaçando sair de vez das redes,
boicotar a Meta, banir o digital de vez do seu cotidiano.
Entendo a Educação Midiática como um importante e potente
elemento para que possamos lidar com todos os desafios
presentes no mundo digital – e de resto, no mundo real, que o
reflete. Ela é uma alternativa viável e segura que todos nós,
que desejamos continuar a viver civilizadamente em
sociedade, podemos tomar em nossas mãos. Se as chamadas
big techs nos abandonam à própria sorte, cabe a cada um de
nós entender qual é o nosso papel nesse ecossistema. Adaptado de: Januária Cristina Alves. “Novas diretrizes da Meta: será o
fim da Educação Midiática? ” Nexo Jornal. 16 de janeiro de 2025. No trecho “Mal o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou as
mudanças nas políticas de moderação de suas plataformas”,
o termo “Mal” estabelece uma relação de
Acomparação, equiparando dois acontecimentos
simultâneos.
Bcondição, introduzindo uma possibilidade de mudança.
Cconsequência, indicando um efeito direto da ação
posterior.
Etempo, indicando uma ação ocorrida imediatamente após
outra.
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