PortuguêsInterpretação de TextoIdeia centralVunesp2025TCE-SPMédia
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A chance do Brasil na guerra do presidente norte-americano
Guerras nunca são boas. Na melhor das hipóteses, se forem justas, podem ser um mal necessário. A guerra comercial
do presidente norte-americano contra o mundo é só um mal
desnecessário. Em sua fantasia mercantilista, ele crê que
está libertando seu país da economia globalizada, que seus
predecessores ajudaram a criar, para transformá-lo numa autarquia que, em sua visão delirante, será reindustrializada,
independente de importações e pródiga em exportações. Por
alguma razão, ele imagina que reeditar as mesmas barreiras
protecionistas que foram empregadas por inúmeros países
em inúmeras épocas, com consequências sempre ruins, terá
desta vez resultados diferentes.
O Brasil conhece essa história. No século passado, políticos e intelectuais imaginaram que a solução para desenvolver uma economia latifundiária e oligárquica dependente de
manufaturados internacionais era o Estado erguer barreiras
e subsidiar produtores locais. Admitindo-se que essa política tenha estimulado uma certa diversificação das indústrias
nascentes, a perpetuação de barreiras comerciais, subsídios, incentivos fiscais e toda a parafernália intervencionista
resultou em custos elevados para consumidores e produtores, indústrias pouco competitivas, desconfiança dos investidores internacionais, menos incentivos à inovação e mais
incentivos ao clientelismo e à corrupção. Ao contrário do que
supunha a “teoria da dependência”, na prática a “substituição
das importações” reforçou a dependência de exportações de
commodities para financiar a importação de tecnologias.
Glosando essa história, as políticas protecionistas do
presidente norte-americano em seu primeiro mandato se
provaram custosas, ineficazes e regressivas: não reduziram
déficits comerciais, não recuperaram a indústria e oneraram
mais os pobres. Sua nova ofensiva protecionista será ruim
para todos. A imprevisibilidade e a desaceleração dos mercados tendem a reduzir a demanda para exportadores de
commodities, como o Brasil. Mas o País tem também vantagens comparativas.
Mesmo com uma baixa global da demanda, o Brasil pode
ampliar exportações de commodities para países envolvidos
em conflitos comerciais com os EUA e também atrair investimentos. No primeiro mandato do presidente norte-americano, por exemplo, o País ampliou a venda de carne, grãos e
minérios para a China, que, em contrapartida, investiu mais
na infraestrutura brasileira.
(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 03.04.2025. Adaptado)
Considere as passagens:
• Na melhor das hipóteses, se forem justas, podem ser
um mal necessário. (1º parágrafo)
• Mas o País tem também vantagens comparativas.
(3º parágrafo)
• Mesmo com uma baixa global da demanda, o Brasil
pode ampliar exportações de commodities... (4º parágrafo)
No contexto em que estão empregados, os termos destacados expressam sentidos, correta e respectivamente, de:
Dcondição (a menos que); ressalva (Ademais); adição
(Inclusive).
Econcessão (caso); concessão (No entanto); consequência (Contanto que).
Qual é o gabarito? Responda esta questão no acervo aberto do Concursix e veja na hora se acertou, com o comentário da resposta. São 5 respostas por dia sem conta e 30 por dia com a conta gratuita.