PortuguêsSintaxeTermos da oraçãoUEPB2025Pref. Pombal-PBMédia
Leia os textos 1, 2 e 3 para responder a questão
TEXTO 1
[...] o objetivo do ensino tradicional na escola brasileira sempre foi transmitir aos alunos uma língua digna desse nome, uma NP[norma
padrão] que é identificada com o nome de “português”. Para alcançar esse objetivo, a escola sempre se guiou pela ideia de que para
alguém falar e escrever bem era necessário, previamente, adquirir um saber gramatical, um conhecimento integral dos mecanismos de
funcionamento da língua, tal como codificado nas gramáticas normativas. Trata-se de um mito [...] (Bagno, 2002, p. 47-48, grifo do
autor).
Fonte: BAGNO, Marcos. A inevitável travessia: da prescrição gramatical à educação linguística. In : BAGNO, Marcos; STUBBS, Michael; GAGNÉ, Giles. Língua
materna : letramento, variação & ensino. São Paulo: Parábola, 2002.
TEXTO 2
[...] toda questão linguística vai além de constituir um simples rol de palavras e regras; é, portanto, mais que um inventário de erros e
acertos . É algo que entra pelo terreno do social, do cultural, do político, do simbólico, de suas representações e valores. Não pode, pois,
engessar-se na imobilidade de um tempo, de um grupo, de uma classe (Antunes, 2007, p. 91, grifos da autora).
Fonte: ANTUNES, Irandé. A norma socialmente privilegiada não é a única norma linguisticamente válida. In :ANTUNES, Irandé. Muito além da gramática : por um
ensino de línguas sem pedras no caminho. São Paulo: Parábola, 2007 (Coleção Estratégias de Ensino; v. 5).
TEXTO 3
Tal proposta assume a centralidade do texto como unidade de trabalho e as perspectivas enunciativo-discursivas na abordagem, de
forma a sempre relacionar os textos a seus contextos de produção e o desenvolvimento de habilidades ao uso significativo da
linguagem em atividades de leitura, escuta e produção de textos em várias mídias e semioses. Ao componente Língua Portuguesa cabe,
então, proporcionar aos estudantes experiências que contribuam para a ampliação dos letramentos, de forma a possibilitar a
participação significativa e crítica nas diversas práticas sociais permeadas/constituídas pela oralidade, pela escrita e por outras
linguagens (Brasil, 2017, p. 67-68).
Fonte: BRASIL. Base Nacional Comum Curricular : Língua Portuguesa: Ensino Fundamental II. Brasília: Ministério da Educação, 2017.
Do ponto de vista da Linguística (Bagno, 2002; Antunes, 2007) e do discurso oficial em torno do ensino de Língua Portuguesa (Brasil,
2017), para traçar um perfil acurado e atual do ensino de português na Educação Básica, considere as assertivas abaixo.
I- A Linguística, assim como a BNCC, preconiza um ensino de português que não privilegia apenas uma forma de usar a língua,
proveniente de uma classe social específica.
II- A Linguística e o discurso oficial discordam sobre como a língua materna deve ser ensinada nas escolas.
III- A dicotomia certo e errado , tão em voga no ensino tradicional, não dá conta da complexidade que caracteriza a relação do sujeito
aluno com a Língua Portuguesa.
É CORRETO o que se afirma em:
AI e III apenas.
BI e II apenas.
CII e III apenas.
DIII apenas.
EI, II e III.
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