Questão de Interpretação de Texto — FCC · 2025

PortuguêsInterpretação de TextoIdeia centralFCC2025SEFAZ-PIMédia
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo. Os caminhos para a reconciliação Existe um setor do nosso sistema de justiça que trabalha em nome de reconciliação. Ele atua mediando conflitos de todo tipo. Ele busca uma sociedade reconciliada, livre e madura. Eu não sabia de sua existência até ser convidada para palestrar num encontro de mulheres sobre o tema da Justiça Restaurativa, realizado em Brasília. Quando me dediquei a estudar o assunto, fiquei absolutamente perplexa e emocionada. Qualquer pessoa que já se propôs a enfrentar um processo de reconciliação na vida, em qualquer escala, sabe que a empreitada não é fácil. Muitas vezes, ao encarar "o outro lado", a gente se dá conta de estar olhando no espelho e essa revelação é perturbadora. Não se trata aqui de diminuir a gravidade de crimes cometidos e a responsabilidade do criminoso. Muito pelo contrário. Trata se de uma tentativa honesta de reconciliar um país e de compreender que estruturas de poder segregacionistas produzem segregação e autorizam comportamentos. Como disse Nelson Mandela: se sabemos como ensinar pessoas a odiar umas às outras também podemos ensiná-las a amar. A justiça restaurativa é um conjunto ordenado e sistêmico de princípios, métodos, técnicas e atividades próprias, que visa à conscientização sobre os fatores relacionais, institucionais e sociais motivadores de conflitos. É um conceito que implica a sociedade na formação das pessoas que nela vivem. É a ideia de que a sociedade é corresponsável pelos crimes que seus membros cometem. Como poderia ser diferente? Uma sociedade que se quer inocente dos horrores que dentro dela operam não é uma sociedade justa e igualitária. A luta pela reconciliação encontra abrigo nesse setor da justiça, e acredita que a reconciliação se faz por restauração do diálogo e não por cancelamentos ou prisões. O poder da transformação positiva de pessoas e de comunidades não será o que temos de mais humano? (Adaptado de: LACOMBE, Milly. São Paulo: Folha de S. Paulo , 27/03/25) Na frase ao encarar "o outro lado", a gente se dá conta de estar olhando no espelho e essa revelação é perturbadora (2º parágrafo), deve-se entender que
  1. Aa contemplação do outro pode resultar em desfiguração dos nossos mais íntimos traços.
  2. Ba percepção da imagem alheia ganha força quando contrastada com a da nossa imagem.
  3. Co respeito à alteridade, uma vez intensificado, resulta em perda do amor-próprio.
  4. Do reconhecimento da imagem do outro pode nos abalar como uma imagem autorrefletida.
  5. Eo enfrentamento do próximo é uma operação que corrompe a imagem que fazemos de nós.

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