Questão de Morfologia — Ibest · 2025

PortuguêsMorfologiaVerbosIbest2025CRECI-11Média
Texto para as questões de 1 a 11. 1 Há mais de quinhentos anos a língua portuguesa foi trazida ao Brasil. Nos séculos XVI a XVIII foi rotulada como “o português no Brasil”, pois era 4 inteiramente lusitana, e não tinha superado as línguas indígenas. A partir do século XIX, a língua portuguesa tornou-se majoritária, começou a distanciar-se do português europeu, sendo então denominada 7 “português do Brasil”. A partir dos anos 80 do século XX, suprime-se a preposição “do”, e começamos a falar 10 em “português brasileiro”. Sinaliza-se com isso que novos distanciamentos tinham ocorrido, servindo a expressão para designar a identidade linguística dos 13 brasileiros. E o idioma que tem servido de espaço de comunicação para os milhões de habitantes que o Brasil tem hoje é incontestavelmente isso: o 16 português brasileiro. As línguas naturais são o ponto mais alto de nossa identidade como indivíduos e como 19 participantes de uma sociedade. Que o digam os quinhentos mil visitantes anuais do Museu da Língua Portuguesa localizado em São Paulo! Tem sido 22 proveitoso testemunhar a emoção desses visitantes por se verem ali representados, por toparem ali com sua identidade. 25 Quando pensamos no nome de um livro que descreve a língua, a primeira palavra que nos ocorre é “gramática”. 28 A Gramática é uma ciência milenar. Surgiu associada a preocupações filosóficas e literárias, e desenvolveu descrições da língua que, com o tempo, 31 acabaram constituindo um tema autônomo de estudo. Hoje, teríamos dificuldade em excluí-la dos nossos currículos escolares e do conjunto de 34 conhecimentos que esperamos encontrar nas pessoas cultas. No domínio da língua portuguesa, as primeiras gramáticas apareceram no século XVI, 37 motivadas pela preocupação de dignificar a língua em face do latim e de educar os jovens no conhecimento das variedades mais prestigiadas. 40 Começou assim uma tradição que atravessou os séculos e criou a necessidade de grandes manuais de referência. 43 As gramáticas resultam habitualmente do trabalho individual, fundamentando-se na língua literária. 46 Para começo de conversa, não acho que os escritores trabalham para nos abastecer de regras gramaticais. Eles exploram ao máximo as 49 potencialidades da língua, segundo um projeto estético próprio. Ora, as regularidades que as gramáticas identificam devem fundamentar-se no 52 uso comum da língua, quando conversamos, quando lemos jornais, como cidadãos de uma democracia. Isso não exclui a fruição das obras literárias, mas é 55 uma completa inversão de propósitos fundamentar- nos nelas para descrever uma língua. O objetivo das boas gramáticas é desvelar o 58 conhecimento linguístico armazenado na mente dos falantes, desde o cidadão analfabeto até o escritor laureado. Ataliba de Castilho. Nova gramática do português brasileiro. São Paulo: Contexto, 2010 (com adaptações). O verbo “digam” (linha 19) está flexionado na terceira pessoa do plural porque seu sujeito é
  1. A“os milhões de habitantes que o Brasil tem hoje” (linhas 14 e 15).
  2. B“As línguas naturais” (linha 17).
  3. Ccomposto pelos termos “indivíduos” (linha 18) e “participantes” (linha 19).
  4. Dclassificado como indeterminado.
  5. E“os quinhentos mil visitantes anuais do Museu da Língua Portuguesa” (linhas 19 - 21).

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