O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Você chega à cozinha com uma ideia clara na cabeça.
Mas, ao cruzar a porta, algo se dilui e você não lembra o
que veio fazer.
Você fica, então, alguns segundos em frente à geladeira,
como se o frio pudesse refrescar a intenção que se
perdeu com a mudança de ambiente.
A psicologia cognitiva estudou este fenômeno e ele é
conhecido como "efeito porta" (doorway effect ou location
updating effect, em inglês). Basta atravessar uma porta
para que o cérebro interprete que uma função terminou e
outra começou.
Isso ocorre porque nossa memória semântica (que
usamos para recordar conceitos) funciona melhor
quando está associada à memória episódica (que
empregamos para recordar lugares). E esta última está
vinculada a chaves contextuais.
Essa farsa efêmera bem que poderia ser representada
em um teatro, como o simbólico e carnavalesco Grande
Teatro Falla de Cádiz, na Espanha, em frente ao qual
escrevo estas palavras.
Abrem-se as cortinas e surgem pessoas em trajes de
mergulho
No final da década de 1970, o psicólogo britânico Alan
Baddeley, mundialmente conhecido pelos seus estudos
da memória, realizou com seus colegas diversos estudos
com um elenco curioso.
No seu experimento mais conhecido, ele pediu a uma
equipe universitária de mergulho que memorizasse listas
de palavras em dois ambientes distintos: embaixo d'água
e em terra firme. Depois, ele avaliou a capacidade dos
participantes de recordar aquelas palavras, tanto no
mesmo ambiente de aprendizado quanto no outro.
O resultado foi claro. Os que aprenderam e recordaram
no mesmo lugar (água-água ou terra-terra) atingiram
melhores resultados.
E, com o passar do tempo, diversos outros estudos
confirmaram que o contexto e o próprio estado de
espírito desempenham papel fundamental nas funções
da memória.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cm2v5mqdv26o - fragmento
"No seu experimento mais conhecido, ele pediu a uma
equipe universitária de mergulho que memorizasse listas
de palavras em dois ambientes distintos."
Analise a transitividade do verbo 'pedir' no trecho acima
e, em seguida, examine seu emprego nos enunciados a
seguir:
I.Por favor, não me peça perdão; de nada adiantará.
II.Os policiais entraram em greve, pedindo ao governo
aumento de salário.
III.A educação de uma criança pede carinho e limites.
IV.O padre, em suas missas, sempre pede pelos
necessitados.
V.Aquela loja está pedindo um preço absurdo pelo fogão.
Os enunciados que apresentam o verbo 'pedir' com a
mesma transitividade do trecho apresentado
anteriormente são:
AV, apenas.
BI, II e V, apenas.
CIII e IV, apenas.
DII e V, apenas
Qual é o gabarito? Responda esta questão no acervo aberto do Concursix e veja na hora se acertou, com o comentário da resposta. São 5 respostas por dia sem conta e 30 por dia com a conta gratuita.