Responda à questão com base no seguinte
poema: A pálida luz da manhã de inverno, O cais e a razão Não dão mais esperança, nem uma esperança sequer, Ao meu coração. O que tem que ser Será, quer eu queira que seja ou que não.
No rumor do cais, no bulício do rio Na rua a acordar Não há mais sossego, nem menos sossego sequer, Para o meu esperar. O que tem que não ser Algures será, se o pensei; tudo mais é sonhar. Fonte: Poesias Inéditas (1919-1930). Fernando Pessoa. Lisboa: Ática, 1956 (imp. 1990).
Nos versos Não há mais sossego, nem menos
sossego sequer / Para o meu esperar , o vocábulo
esperar apresenta uma particularidade morfossintática
relevante para a interpretação do texto. Considerando o
contexto e a estrutura da língua portuguesa, é correto
afirmar que:
AA palavra funciona como adjetivo, qualificando o
pronome possessivo meu, atribuindo-lhe uma
característica subjetiva do eu lírico.
BO verbo esperar encontra-se substantivado, pois
recebe artigo definido e pronome possessivo.
CTrata-se de um verbo no infinitivo impessoal que
mantém sua função verbal, indicando ação a ser
realizada.
Desperar é um verbo conjugado na primeira pessoa
do singular, estabelecendo uma relação direta com o
sujeito implícito do poema.
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