“A Morte pode ser descrita como um fenômeno biológico universal, que representa o fim de um ciclo
vital individual. O equilíbrio natural, isto é, a manutenção físico-química, cessa, e o corpo sofre diversas
ações endógenas e exógenas de várias naturezas que direcionam o fenômeno abiótico.” (SANTOS,
Moacir Elias. A morte e os mortos no Egito Antigo. In: SOUZA NETO, José Maria Gomes de (org.);
BUENO, André da Silva (org.); BIRRO, Renan Marques (org.). Antigas leituras: olhares do presente ao
passado. Rio de Janeiro: Editora Autografia Edição e Comunicação Ltda. p. 232. Em relação à morte e
aos mortos no Egito Antigo, é CORRETO afirmar que
Adiferente de outras culturas da antiguidade, os egípcios não buscavam a continuidade da existência. Para eles,
a perpetuidade do corpo só se justificava para os sacerdotes, como forma de sempre manter seu legado vivo.
Bmesmo com todas as mudanças ocorridas ao longo da história egípcia, a imortalidade não se torna
“democratizada”. Isto se deve à concepção de ser o faraó, o próprio deus, e, portanto, o único merecedor da
imortalidade.
Cde acordo com o pensamento egípcio, os mortos eram uma categoria à parte em seu universo. Existiam, assim,
fronteiras bem definidas entre os vivos e os mortos.
Da morte constituía um elemento de extrema importância para os egípcios, pois ela não era considerada como
um inimigo ou obstáculo, mas uma porta de entrada para outra existência.
Eo conhecimento sobre a morte e os mortos no Egito Antigo é bastante escasso. Isso se deve ao fato, dentre
outros, de o “Livro dos Mortos” ser a única fonte documental disponível para análise.
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