Texto para a questão.
Em São Paulo, do início da colonização, em 1532,
até meados do século XVIII, o crescimento demográfico da
província havia sido lento, e apenas uma pequena parte do
território provincial estava ocupada. O século XIX assistiu a
intenso desmatamento, implantação de ferrovias (a partir
de 1867, que ligavam o porto de Santos ao interior, para
o escoamento da produção de café), fluxos migratórios
internos e externos (imigração em massa foi promovida
pelo governo da Província a partir de 1882) e grande
crescimento econômico. Ao final do Império, a então
Província de São Paulo tinha 115 municípios, muitos dos
quais criados ao longo dos trajetos das estradas de ferro,
incluindo Ribeirão Preto, em 1856, onde a ferrovia chegou
em 1883.
Grandes cidades começaram a surgir como espaço
para novas possibilidades de vida, atraindo, principalmente,
trabalhadores estrangeiros. Parte desses migrava na
tentativa de fugir das epidemias de febre amarela e varíola
que acometiam cidades do interior. A última década
do século XIX e a primeira década do século XX tiveram
as atenções das autoridades sanitárias voltadas para a
elucidação dos mecanismos de transmissão e o controle
dessas duas doenças. As formas de ocupação do espaço
agrário e do espaço urbano favoreceram a ocorrência de
doenças de transmissão vetorial – febre amarela, peste,
malária, doença de Chagas, entre outras –, de transmissão
hídrica e de transmissão respiratória. Vários desses surtos
começaram no porto do Rio de Janeiro, então capital do
Brasil, ou no porto de Santos e se expandiam pelas regiões
por onde o trem passava. Em Santos, a mortalidade por febre amarela,
em 1892, chegou a 6,2% da população. Daí se irradiou
para o interior, fazendo vítimas na capital, geralmente na
hospedaria dos imigrantes. Na região cafeeira de Ribeirão
Preto, o surto iniciou-se no final de 1901, generalizando-se
no ano seguinte. Os médicos da cidade não aceitavam a
teoria da transmissão vetorial da doença (defendiam que a
doença era transmitida pela água contaminada) e impediam
a tomada das medidas de controle preconizadas pelo
médico sanitarista Emílio Ribas. Dada a gravidade do surto,
parte da população e gestores municipais abandonaram
a cidade, e a comissão da Inspetoria Sanitária do estado
impôs as medidas de controle: isolamento hospitalar dos
doentes, expurgo domiciliar e destruição de criadouros
pela queima de piretro (um inseticida natural extraído de
flores da família Chrysanthemum, com o querosene como
base), proteção telada para portas e janelas. Realizaram-se,
também, obras de engenharia sanitária, como a canalização
de córregos e a drenagem das margens dos rios, além
da coleta de lixo urbano, reduzindo-se a densidade
dos vetores.
Internet: <www.scielo.br> (com adaptações). No trecho “Os médicos da cidade não aceitavam a teoria da
transmissão vetorial da doença (defendiam que a doença
era transmitida pela água contaminada) e impediam a
tomada das medidas de controle preconizadas pelo médico
sanitarista Emílio Ribas. Dada a gravidade do surto, parte
da população e gestores municipais abandonaram a cidade,
e a comissão da Inspetoria Sanitária do estado impôs as
medidas de controle: isolamento hospitalar dos doentes,
expurgo domiciliar e destruição de criadouros pela queima
de piretro (um inseticida natural extraído de flores da família
Chrysanthemum, com o querosene como base), proteção
telada para portas e janelas. Realizaram-se, também, obras
de engenharia sanitária, como a canalização de córregos e
a drenagem das margens dos rios, além da coleta de lixo
urbano, reduzindo-se a densidade dos vetores.”, assinale
a opção que apresenta a correção gramatical das formas
verbais em relação aos demais elementos do período.
AA forma verbal “defendiam” apresenta sujeito
indeterminado.
BA forma verbal “impediam” tem como sujeito “médico
sanitarista Emílio Ribas”.
CA forma verbal “abandonaram” poderia ser flexionada
no singular – abandonou –, em concordância com o
núcleo do elemento “parte da população”.
DA forma verbal “impôs” integra o predicado “a
comissão da Inspetoria Sanitária do estado”.
EA forma verbal “Realizaram-se”, com o pronome
“se” apassivador, indica que “obras de engenharia
sanitária” sofre a ação do verbo.
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