INSTRUÇÃO : Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 01
“Joyspan”: o segredo para uma longevidade cheia de significado Vivemos mais hoje em dia do que há algumas décadas. Isso é fato. Antes, a expectativa de vida ficava perto dos 50
anos. Agora, chegar aos 80 ou 90 deixou de ser raro. Mas viver muitos anos não basta. O que realmente importa é construir
uma longevidade saudável, em que gostamos da vida que vivemos. É daí que vem o conceito de “joyspan”, a ideia de
prolongar não só a duração da vida, mas também o tempo de alegria e bem-estar.
O conceito, que traz uma nova perspectiva sobre envelhecimento, se conecta profundamente com as reflexões da
psicanalista e escritora Sylvia Loeb, cofundadora do canal “Minha Idade Não Me Define”. Segundo ela, um dos maiores
desafios para gostar da vida, especialmente na maturidade, é lidar com as ausências que a existência inevitavelmente
impõe: a perda da agilidade, de projetos, de entes queridos e de certezas. “Não se trata de gostar da vida ‘apesar de tudo’,
mas de aprender a gostar dela com o que há – com o corpo mais lento, com a solidão, com as transformações. É um gosto
mais sereno, mais escolhido.”
Neuropsicóloga e psicóloga, Aline Graffiette também ressalta a importância de entender que lidar com os limites
naturais do envelhecimento faz parte do processo de estar vivo. Embora o corpo passe por mudanças e haja perdas de
vitalidade, como a capacidade física, o entendimento mais profundo da vida e das relações são ganhos. “Apesar de o
Ocidente não valorizar tanto os idosos, no Oriente eles são reconhecidos como os grandes sábios da vida, alguém que
traz a experiência de forma próxima ao contexto familiar”, destaca.
Cultivar a alegria nessa fase da vida significa substituir a expectativa da euforia pela delicadeza do contentamento.
“Não é negar as dores, mas conseguir perceber a beleza no que ainda nos pertence, seja um café quente pela manhã,
uma lembrança afetuosa ou uma conversa inesperada”, conta Sylvia.
A atenção ao presente é outro caminho para encontrar sentido e prazer no cotidiano, mesmo diante das limitações
físicas e emocionais. “Pequenas rotinas como regar uma planta, caminhar devagar, cozinhar para alguém, escrever um
bilhete e ouvir uma música inteira ajudam muito a não se isolar. O prazer pode vir do cotidiano, mas o sentido costuma vir
da relação com o outro. E rir, rir do que ainda pode ser cômico. O bom humor é um tipo de inteligência emocional”,
acrescenta a psicanalista. Nesse sentido, a aceitação tem um papel transformador fundamental. Para Aline, a aceitação radical, conceito
presente em terapias como a terapia de aceitação e compromisso (ACT), ajuda a reconhecer que nem tudo pode ser
mudado e que as perdas coexistem com ganhos.
“Em vez de resistir, é mais saudável reconhecer o que se transforma e o que ainda pode ser vivido com plenitude”,
explica.
Na visão de Sylvia, o autoconhecimento se traduz mais na aceitação do que no entendimento. É reconhecer o que
nos faz bem, o que nos fere e o que já não faz sentido manter. Essa aceitação liberta de cobranças externas e abre espaço
para uma existência mais leve e verdadeira, sem a necessidade de provar algo para os outros. “Aceitar as limitações não
significa desistir, mas escolher com clareza onde investir a energia que ainda temos.” “A segunda metade da vida pode
ser menos barulhenta, mas muito mais autêntica e rica. É diferente da juventude e é justamente aí que está a beleza.
Aceitar o que muda, cultivar o que ainda pulsa e encontrar alegria na serenidade do presente é a verdadeira arte de
prosperar. Viver não é só contar os anos, mas fazer com que cada momento valha a pena.”
Tudo isso também está ligado ao modo como vivemos a primeira metade da vida. “Se tivemos validação, relações
saudáveis e autonomia, é natural que levemos isso para a segunda fase. O conceito “joyspan” tem muito a ver com
a responsabilidade de ter colocado a vida sob nosso próprio controle, sem terceirizá-la. É como uma colheita: quanto
melhor plantamos antes, melhor vivemos depois”, complementa. [...]
Fonte: Suzuki , Mariana. “ Joyspan ”: o segredo para uma longevidade cheia de significado. Disponível em: vidasimples.com/saude-emocional/. Acesso
em: 13 ago. 2025. Adaptado. Considere a seguinte passagem do texto: “O conceito, que traz uma nova perspectiva sobre envelhecimento, se conecta
profundamente com as reflexões da psicanalista e escritora Sylvia Loeb, cofundadora do canal ‘Minha Idade Não Me
Define’.”
Sobre a pontuação usada nessa passagem, é CORRETO afirmar que:
AA vírgula usada depois de “Loeb” é facultativa, uma vez que separa uma oração subordinada adjetiva restritiva.
BA vírgula que foi usada depois de “Loeb” tem por objetivo separar uma oração coordenada sindética explicativa.
CAs vírgulas usadas depois de “conceito”, depois de “envelhecimento” e depois de “Loeb” intercalam orações
subordinadas adjetivas restritivas.
DAs vírgulas usadas depois de “conceito” e depois de “envelhecimento” intercalam uma oração subordinada adjetiva
explicativa.
EAs vírgulas usadas têm por objetivo separar, na passagem, as orações coordenadas sindéticas explicativas.
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