Questão de Sintaxe — FURB · 2025

PortuguêsSintaxeTermos da oraçãoFURB2025Pref. Blumenau-SCMédia
Ativista que quer "calçar o mundo" já distribuiu 60 mil chinelos Betty Mae Agi começou o trabalho em Angola e hoje está em 24 países Crianças descalças chamaram a atenção de Betty Mae Agi e de sua irmã, Brenda, quando elas estavam fazendo trabalho voluntário em Angola. A viagem para o país do continente africano foi uma troca: abriram mão da festa de formatura do curso de Biomedicina e foram trabalhar como biomédicas. Betty nasceu em Brasília e mora em Anápolis (GO), filha de pai moçambicano e mãe brasileira. Trabalhando na área de parasitoses e verminoses, as irmãs perceberam que as crianças morriam, entre outras coisas, pelo contato com o esgoto a céu aberto em situações de muita precariedade. O ano era 2010 e, segundo Betty, ninguém estava olhando para essa questão. Ao voltar para o Brasil, usaram a antiga rede social Orkut para divulgar um álbum de fotos unindo o ballet e os chinelos. O objetivo era arrecadar 250 pares de chinelos para enviar às crianças angolanas. A campanha alcançou 17 estados e, no segundo dia, a meta foi alcançada. Ao mesmo tempo, chegaram pedidos do Brasil, da Índia e do Haiti, o que deu a elas a dimensão do problema. "Na época, segundo dados da ONU, 300 milhões de crianças viviam descalças por falta de opção. E isso é um problema de saúde, um problema de dignidade, de mobilidade, de segurança. Imagina no meio da guerra civil e você descalço. Você corre quanto? Você pode ir para onde", pergunta Betty Mae Agi. "O par de chinelos hoje, para o público que a gente atende, não é só aquele pedaço de borracha que a gente tem vergonha de usar no Brasil, de repente. Ele é um meio de transporte. É o que vai delimitar se uma criança vai entrar na escola ou não". Betty aponta ainda que as pessoas descalças sofrem do estigma da falta de higiene e chama atenção para o recorte racial da questão: segundo ela, 80% das pessoas que não têm sapatos são pessoas não brancas. "É urgente a gente resolver isso. Porque a gente fala que a humanidade está caminhando para o futuro, mas está caminhando como? Alguns estão com carro elétrico, outros, estão descalços", reflete a ativista. (Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-12/ativis ta-que-quer-calcar-o-mundo-ja-distribuiu-60-mil-chinelos. Acesso em: 08 dez. 2025. Adaptado.) Os dois pontos são usados na escrita para marcar uma sensível pausa. Analise o uso dos dois pontos no excerto a seguir: A viagem para o país do continente africano foi uma troca : abriram mão da festa de formatura do curso de Biomedicina e foram trabalhar como biomédicas. A respeito desse uso dos dois pontos, é correto afirmar que eles indicam:
  1. AUma informação ou comentário que justifica, esclarece ou conclui a ideia anterior.
  2. BA suspensão do pensamento anterior, marcando uma dúvida.
  3. CUma enumeração explicativa, que enumera exemplos para a ideia anterior.
  4. DUma citação do discurso de outra pessoa, seja direta ou indireta.
  5. EUm adjunto adverbial na ordem direta da oração, localizando o leitor.

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