O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O inventário do invisível
Como desacelerar, fazer curadorias na vida e abrir
espaço para um 2026 mais leve, consciente e fiel ao que
realmente importa
2/12/2025
Outro dia olhei para o calendário de dezembro e
comentei com a minha mãe: seu aniversário está
chegando de novo! Mais um ano que voou. Será que, à
medida que envelhecemos, o tempo passa mais rápido?
Pelo menos do nosso ponto de vista, com certeza.
Estamos com os pés mais firmes no chão, com o senso
de urgência mais apurado e a consciência de que o
tempo é o nosso bem mais precioso.
Talvez, essa sensação fique ainda mais exacerbada
agora, com 2026 despontando no horizonte. Há euforia
no ar, mas há também um cansaço silencioso. A gente
chega na linha de chegada se arrastando, devendo
horas de sono, carregando o peso de 12 meses nas
costas.
Nessa época , todo mundo pergunta: "E aí, qual o
balanço do ano?". A contabilidade tradicional quer saber
o que você conquistou, quanto ganhou, quais metas
bateu. Mas, na maturidade, a métrica muda. O que
importa não é mais a produtividade. É a qualidade de
tudo o que nos cerca.
Por isso, mudei minha pergunta. Em vez de listar o que
fiz, estou tentando entender: o que me nutriu e o que me
drenou?
Pense na virada de ano como uma mala de mão.
Daquelas rígidas, de avião, que não esticam. A "mala de
2025" tem limite. Não dá para levar tudo.
Quando somos mais jovens, a gente quer acumular.
Dizemos sim para tudo, com medo de ficar de fora. O
famoso FOMO (Fear of missing). Mas a vida adulta traz
uma sabedoria mais sutil: a arte da curadoria. E
curadoria nada mais é do que escolher o que fica de fora
para que o essencial possa ter espaço.
Só que fazer isso exige coragem. Dizer "não" ainda é
uma coisa difícil para muitas pessoas. Fomos treinadas
para agradar, para ser a "mulher maravilha" que dá conta
de tudo. Mas a conta não fecha. Para o "sim" ter valor,
ele precisa vir acompanhado de muitos "nãos".
Convido você a fazer esse inventário do invisível comigo.
Olhe para 2025. Aquela relação que você mantém por
hábito, mas que te deixa exaurida a cada café? Talvez
ela não precise atravessar a fronteira do ano. Aquele
compromisso que você aceita só por culpa? Deixe em
2025.
A verdadeira "nova alfabetização" da vida adulta, que
tanto falamos por aqui, é aprender a ler o próprio corpo
antes de ler a agenda. Espaço em branco no calendário não é falha. É luxo. É respiro.
Neste dezembro , que tal praticar junto com a gente uma
revolução silenciosa? O JOMO (joy of missing out).
Simplesmente se entregar à alegria de não ir, se der
vontade de ficar em casa. De não estar em todas. De
não precisar ter opinião sobre tudo.
Que a sua lista de resoluções seja curta. Rasgue os
scripts que não servem mais. O futuro não pede que
sejamos mais rápidas. Ele pede que sejamos mais
inteiras. E, para estar inteira lá na frente, a gente precisa
soltar o excesso de bagagem agora.
Um brinde ao espaço vazio. É só nele que o novo pode
acontecer.
(Disponível em:
https://vidasimples.co/colunista/o-inventario-do-invisivel/.Acesso em 11
dez. 2025. Adaptado.)
A pontuação de um texto escrito é muito importante, seja
para indicar possíveis pausas e entonações durante a
leitura, seja para indicar elementos sintáticos que, não
marcados pela pontuação, podem gerar ideias sem clareza, ambíguas e até contraditórias. Tendo isso como
referência e mobilizando seus conhecimentos a respeito
do assunto, analise o excerto e as sentenças a seguir.
"Outro dia olhei para o calendário de dezembro e
comentei com a minha mãe: seu aniversário está
chegando de novo! Mais um ano que voou. Será que, à
medida que envelhecemos, o tempo passa mais rápido?
Pelo menos do nosso ponto de vista, com certeza.
Estamos com os pés mais firmes no chão, com o senso
de urgência mais apurado e a consciência de que o
tempo é o nosso bem mais precioso."
I. Os dois pontos, usados para marcar uma suspensão do
discurso, nesse contexto, são seguidos da reprodução
de um discurso direto, ou seja, da fala de alguém.
II. As vírgulas, no trecho sublinhado, foram usadas
corretamente, uma vez que elas separam uma oração
subordinada intercalada, a qual, por estar fora da ordem
direta do período, quebra a fluência.
III. No último período, a vírgula posposta a "chão" para
separar termos coordenados que não utilizam conectivo
entre si. Nesse contexto, não caberia ponto e vírgula
substituindo a vírgula.
É correto o que se afirma em:
AI, apenas.
BI e II, apenas.
CII, apenas.
DII e III, apenas.
EI, II e III.
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