Como editoras atraem leitores com brasileiros lendo menos
Na hora de vender livros vale tudo: de relançar clássicos da literatura a apostar em escritores não convencionais. Editores contam as estratégias da busca por leitor es
De acordo com a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, 53% dos brasileiros não leram nenhum livro nos três meses anteriores
ao levantamento realizado em 2024. Esse foi o menor número registrado desde a primeira edição da pesquisa em 2007. Também foi a primeira vez que o número de não leitores ultrapassou o de leitores. A pesquisa identificou ainda que, nos últimos
quatro anos, o Brasil perdeu quase 7 milhões de leitores. Diante desse cenário, editoras precisam buscar meios para alcançar
esse público, que cada vez mais perde o interesse pela leitura. A estratégia de transformar literatura em experiência tem dado
resultado na Bienal. A edição de 2023 registrou recorde de público (600 mil pessoas) e de venda (5,5 milhões de exemplares).
“Em um país que perde milhares de leitores todo ano, arrastar multidões que transformam autores em celebridades e compram
uma média de oito a nove livros é incrível”, avalia Zaccaro.
(Disponível em: https://www.dw.com/pt-br. Acesso em: julho de 2025.)
A leitura é essencial para o desenvolvimento cognitivo e o aperfeiçoamento da escrita, além de estimular a criatividade. Porém,
esses benefícios não têm se mostrado suficientes para atrair público no Brasil. Logo, as “experiências literárias” surgem como
alternativa para estimular os leitores. Outra estratégia que pode contribuir com o aumento no público leitor brasileiro é:
AA reedição de clássicos, por serem investimentos garantidos por parte das editoras, evitando possíveis apostas que não terão
lucro, como as de novos autores, que se conectam apenas com nichos limitados de leitores.
BA suplementação financeira às editoras, por parte do Estado, para desenvolverem novos casos de sucesso, que podem ser
aplicados futuramente em momentos de crise, com vistas à manutenção do lucro dessas empresas.
CO incentivo à leitura desde a infância, com recursos diversificados e literatura que acompanhe as diferentes fases do amadurecimento dos indivíduos, através da colaboração entre família e escola, com foco nas possibilidades que a habilidade leitora
desenvolve naqueles que a exploram.
DA criação de bolsas de estudos para leitores exemplares, custeadas pelos familiares, para que os estudantes possam desenvolver suas habilidades em novas áreas do conhecimento, uma vez que a leitura atua apenas como facilitadora de novos
saberes e não permite carreiras de sucesso na área.
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