Texto para a questão Uma gordura contra a obesidade As reações do corpo humano à ingestão de dietas ricas
em gorduras são complexas e marcadas por aspectos
positivos e negativos. O coração é provavelmente o órgão em
que os potenciais malefícios e benefícios dessa relação dual
são mais conhecidos. Alguns tipos de ácidos graxos tendem
a se depositar nos tecidos, elevar a pressão arterial e
aumentar os riscos de problemas cardíacos. Esse é o caso
das gorduras saturadas, encontradas na carne vermelha, em
aves e derivados do leite integral, e das trans, produzidas a
partir da modificação de óleos vegetais e usadas em grande
parte dos alimentos processados industrialmente. Já outras
formas de gordura, como as insaturadas, parecem contribuir
para manter baixos os níveis de colesterol e da pressão e
relativamente limpos os vasos sanguíneos. Nas últimas duas décadas, uma relação igualmente
intrincada com os diferentes tipos de gordura começou a ser
esmiuçada em outro órgão vital – o cérebro. Novos estudos
têm levantado indícios de que a obesidade, marcada
geralmente por um consumo excessivo de gorduras saturadas
e trans como parte de hábitos alimentares e de um estilo de
vida pouco saudáveis, produziria uma inflamação contínua no
hipotálamo. Os danos a essa região, que fica na base do
cérebro e funciona como um sensor de nutrientes, levariam à
morte dos neurônios responsáveis por controlar as sensações
de fome e de saciedade e o gasto de energia. Assim, o mau
funcionamento dos circuitos que regulam o comportamento
alimentar – o indivíduo sente fome logo depois de uma farta
refeição – contribuiria para perpetuar o ganho de peso. Esse
é um dos efeitos deletérios possivelmente ocasionados pelo
acúmulo de gorduras saturadas no sistema nervoso central. Marcos Pivetta. Revista Pesquisa FAPESP. Julho de 2022. Adaptado. O uso do advérbio “geralmente”, no trecho “marcada
geralmente por um consumo excessivo”, tem como principal
efeito
Amitigar a afirmação, reconhecendo que nem toda
obesidade decorre dos fatores mencionados.
Bintensificar a argumentação científica ao indicar uma
frequência estatística.
Cexplicitar uma certeza absoluta sobre os mecanismos
fisiológicos.
Dsubstituir o papel dos dados empíricos na exposição do
problema.
Eindicar que a obesidade é um fenômeno invariável no
tempo.
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