Questão de Interpretação de Texto — Avança SP · 2025

PortuguêsInterpretação de TextoTipologia textualAvança SP2025Pref. Laranjal Paulista-SPMédia
Leia o texto a seguir para responder à questão. Crônica sobre a esperança     De acordo com o dicionário da língua portuguesa, a esperança é a confiança de que algo bom vai acontecer, ou a espera baseada no desejo de que algo bom vá se tornar realidade. O certo é que durante muito tempo a esperança foi debatida por pensadores, filósofos, poetas, políticos e tantos outros que veem nesta ora uma virtude ora um subterfúgio para a fuga da realidade.     Albert Camus, por exemplo, sempre pessimista, disse que “toda a infelicidade dos homens nasce da esperança”. O grande mestre romano da política, Sêneca, foi peremptório: “deixarás de temer quando deixares de ter esperança”. Mas o mesmo Sêneca afirma que “os desejos da vida formam uma corrente cujos elos são as esperanças”.     Quando falamos de esperança, tratamos, indiscutivelmente, de valores que, para muitos, são essenciais, na medida que é através destes sentimentos que encontramos sentido para a realização de sonhos, de desejos, de utopias. A esperança, portanto, é um ponto de partida, uma busca por algo que acreditamos ser possível alcançar, e quando isto deixa de existir, morrem-se os sonhos e, consequentemente, surge a infelicidade.     Neste sentido, não há contradição nas assertivas de Camus e de Sêneca. Se existe medo de algo ruim, é porque existe a expectativa de algo bom. Logo, o fim da esperança é o fim do medo, mas ao mesmo tempo pode significar o fim do desejo de lutar. E é evidente que o fim das esperanças traz infelicidades, pois estas são uma consequência da não realização das expectativas quanto a determinado fato ou situação.     Desta forma, a esperança, antes de tudo, é elemento que impulsiona a nossa vontade construtora, uma arma poderosa para enfrentar as dificuldades, e um caminho para chegar a determinado fim. É possível que as esperanças sejam exageradas, absurdas? Talvez, mas como disse certa vez Albert Einstein, “se, a princípio, a ideia não é absurda, então não há esperança para ela”. Logo ele, o mestre do impossível, o homem que relativizou a própria matemática... (...) MIRANDA, Sandro Ari Andrade de. Crônica sobre a esperança. Diário Liberdade . Disponível em .  <https://gz.diarioliberdade.org/mundo/item/123599-cronica-sobre-a-esperanca.html>.  Em relação ao texto “Crônica sobre a esperança”, é correto afirmar que o autor:
  1. Adesenvolve ideias sobre o sentimento de esperança, numa abordagem totalmente otimista.
  2. Bdesenvolve ideias sobre o sentimento de esperança, tanto num aspecto mais pessimista, quanto em outro mais otimista.
  3. Cdesenvolve ideias sobre o sentimento de esperança, numa abordagem totalmente pessimista.
  4. Dapresenta pensamentos de vários autores sobre a esperança, mas sem nenhuma relação entre eles.
  5. Eapresenta somente as suas ideias pessoais sobre o tema da esperança.

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