Procuram-se jumentos! Quando Dom Pedro I deu o brado retumbante, ele
estava montado em um jumento. Quase dois milênios antes,
Jesus Cristo também teria montado em um para entrar em
Jerusalém pela primeira vez. Napoleão, expedicionários da
Primeira e da Segunda Guerras Mundiais e até o fictício
Sancho Pança dependiam do animal.
Os bichos que chamamos de jumento (e de jegue ou
de asno) são o Equus africanus asinus , uma subespécie de
Equus africanus domesticada há 7 mil anos. São primos
distantes da zebra e dos cavalos – até 2 milhões de anos
atrás, todos compartilhavam um mesmo ancestral.
Os jumentos viraram pets antes mesmo dos cavalos,
cuja domesticação ocorreu há pouco menos de 5 mil anos. E
fazia todo sentido: embora menores, os jumentos são mais
resistentes.
Do lado de cá do Atlântico, eles vieram com os
europeus durante a colonização. Logo se tornaram o
principal meio de transporte dos tropeiros, carregando
mercadorias entre o litoral e as missões de expansão para o
interior do País. [...]
Existe uma caça aos jumentos em curso. Um mercado
bilionário promove o abate em busca da sua pele. Muitos
acabam traficados por uma pechincha e são mortos sem
nenhum tipo de cuidado com higiene ou bem-estar animal.
Fonte: Revista Superinteressante. Adaptado. “Existe uma caça aos jumentos em curso. Um mercado
bilionário promove o abate em busca da sua pele. Muitos
acabam traficados por uma pechincha e são mortos sem
nenhum tipo de cuidado com higiene ou bem-estar animal.”
(5º parágrafo).
Tendo em vista a estruturação linguística do segmento
acima, assinalar a alternativa que apresenta termos com
mesma função sintática.
A“Uma caça” | “o abate”.
B“Aos jumentos” | “de cuidado”.
C“Bilionário” | “mortos”.
D“Por uma pechincha” | “em curso”.
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