“ Moçambique está entre aquele punhado de países
que sofre tanto a desertificação quanto a elevação
do nível do mar. Grandes inundações ocorreram
em 2001, 2007, 2008, 2010 e 2012. O país teve
relativo sucesso no reassentamento de sua
população deslocada pelo clima, mas, segundo
relatório dos pesquisadores das Naçoes Unidas,
embora o reassentamento salve os deslocados do
perigo das graves enchentes, este pode levar a
outras dificuldades ambientais, sociais e
econômicas ”. SASSEN, S. Expulsões : brutalidade
e complexidade na economia global. Rio de
Janeiro/São Paulo: Paz e Terra, 2016. p.73
Além dos graves problemas enfrentados pelas
inundações citadas acima, em março de 2019 o
ciclone Idai atingiu Moçambique, Zimbábue e o
Malauí, provocando um dos maiores desastres
ambientais e humanos da região, sendo
Moçambique o país mais atingido. Analisando a
história de Moçambique, percebe-se que, desde o
século XVI, Portugal constituiu feitorias exercendo
um relativo domínio sobre porções do território
moçambicano e, com a Conferência de Berlim
(1884), ele passou a efetivamente ocupar
Moçambique, que se torna independente apenas em
1975.
Assim a história de Moçambique e suas condições
de subdesenvolvimento perpassam pelo
neocolonialismo e o imperialismo europeu, além
dos conflitos armados vivenciados ao longo do
século XX, contexto repetido pela maior parte das
nações africanas. Sobre o contexto social, político e
econômico do continente africano assinale abaixo a
alternativa correta :
ANos últimos anos muitos países africanos estão
sendo inseridos no mercado global em virtude da
forte relação comercial com a Rússia na exploração
de seus recursos naturais, ampliando, na divisão
internacional do trabalho, o papel de exportador de
produtos industrializados do continente africano.
BNos séculos XIX e XX, durante o imperialismo
europeu e também na pós-independência, houve a
contínua exploração das riquezas africanas por
países desenvolvidos e/ou países emergentes, em
alguns momentos, associados a grupos privilegiados dentro dos próprios países africanos.
Essa contínua exploração, associada a outros
fatores, resultou em graves problemas para a
África: miséria, pobreza, fome, analfabetismo,
baixa escolaridade, epidemias e AIDS.
CMesmo tendo havido, no período do
neocolonialismo, uma construção dialogada entre
europeus e africanos para o estabelecimento dos
territórios e fronteiras de cada país da África, uma
discussão que levou em conta os aspectos culturais
e as rivalidades já existentes entre determinadas
etnias africanas, com a independência política
desses países, houve muitos conflitos étnicos, que
trazem consequências até a atualidade.
DEntre as nações africanas, as únicas
consideradas como países efetivamente
industrializados e com produtos manufaturados
disputados no mercado mundial são África do Sul,
Níger, Egito, Uganda e Eritréia, o que torna a maior
parte dos países africanos exportadores
exclusivamente de matérias-primas.
EOs conflitos originados pelas diversidades
religiosas também atingem o continente africano,
destacando-se a ação de alguns grupos terroristas
islâmicos, especialmente no sul da África (África
Subsaariana), em países como Namíbia e Botsuana.
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