HistóriaTeoria em HistóriaFundamentos da História : Tempo, Memória e CulturaVunesp2019Pref. Cerquilho-SPMédia
Assim, alicerçaram-se nesse ambiente duas formulações
assaz arraigadas no imaginário brasileiro contemporâneo
sobre o passado do país. Primeiramente, o mito de que o
português é um povo “burro”, de onde derivam as milhares
de piadas e anedotas, nas quais sempre aparece um luso
estúpido, de raciocínio pífio e ilógico, que tem comportamento desviante e que chega sempre a conclusões estapafúrdias e burlescas. A segunda formulação sintetiza-se no
tradicional bordão repetido pelo senso comum: “se o Brasil
tivesse sido colonizado pelos ingleses...”, com variações
que substituem os ingleses por holandeses e por franceses.
[Eduardo França Paiva. De português a mestiço: o imaginário
brasileiro sobre a colonização e sobre o Brasil. Em Lana Mara de Castro
Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (org). I naugurando a História e
construindo a nação . Discursos e imagens no ensino de História]
De acordo com o excerto, é correto afirmar que
Ao imaginário brasileiro contemporâneo não contribui
em nada para o estudo da História independentemente do tempo e espaço analisados.
Bas formulações acerca da inferioridade da colonização
portuguesa em relação à holandesa são consensuais
na atualidade a partir do revisionismo histórico.
Cindependentemente do que acham os historiadores, o
fato é que se o Brasil fosse colonizado por uma potência europeia, hoje seria um país de primeiro mundo.
Do estudo da História deve considerar formulações
presentes no imaginário brasileiro contemporâneo
como elemento de análise e produção dos estudos
historiográficos.
Eo comportamento desviante da Nova História passou
a considerar as formulações sobre a colonização do
Brasil, algo descartável para seus estudos.
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