Para responder à questão, considere o caso a seguir.
M.A.F.S., sexo feminino, 30 anos de idade, natural de Natal/RN e residente no bairro de Nazaré, procurou a Unidade Básica de Saúde do bairro com história de “febre alta e dor no corpo” há dois dias. A hipertermia relatada não foi aferida. Refere ainda calafrios, mialgia, cefaleia, náuseas, diarreia e febre alta, sendo esses últimos sintomas persistentes nos últimos sete dias. Ao exame físico, não foram constatadas alterações. A sorologia para dengue foi realizada após o 6º dia da febre, o IgM foi positivo, e o IgG foi negativo. A paciente evoluiu com cefaleia intensa, náuseas, prostração e exantema pruriginoso pelo corpo. Apresentou prova do laço positiva e metrorragia abundante. Os exames laboratoriais apresentaram os seguintes resultados: 3.870 de leucócitos, 38.000 de plaquetas, VSH 40, AST 344 e ALT 316.
De acordo com o Ministério da Saúde (2017), a prova do laço (PL) deve ser utilizada na prática clínica como um dos elementos de triagem na suspeita de dengue. A PL positiva, apesar de não ser específica, serve para
Aalertar o risco de evolução para as formas graves, necessitando o paciente de um monitoramento clinico e laboratorial mais estreito.
Brealizar diagnóstico diferencial para dengue em relação às outras arboviroses, como zika, chicungunha e febre amarela, permitindo maior precisão na detecção da doença.
Cdetectar a rápida elevação de plaquetas, que ocorre independente de qualquer terapia, representando um rápido clareamento de imunocomplexos formados.
Davaliar o hematócrito para identificação de hemoconcentração que demonstra uma evidência direta de alteração de permeabilidade capilar (extravasamento plasmático).
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