Ninguém melhor do que Noel Rosa para servir de
exemplo, de quem traduziu o Rio nos seus costumes, na sua
malandragem, nas favelas e nos seus bairros
(particularmente a sua Vila Isabel) com tanta beleza poética e
musical e com críticas sociais e políticas contundentes como
fez com tanta propriedade no samba “Não tem tradução”.
Quando ironiza os pobres de espírito que se deslumbravam
com os modismos estrangeiros, já presentes em sua época, a
fala de Noel transcende, mantendo-se atual, mais do que
nunca no mundo globalizado de hoje, porque expressa a
crítica:
Aao ufanismo musical.
Bà submissão cultural.
Cao nacionalismo getulista.
Dà manutenção do regionalismo.
Eao sectarismo poético da música erudita.
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